domingo, 22 de maio de 2016

AVAL. P1 FILOS. 2TRIM. 2016

EQUIPE - 4

PERGUNTA
VICENTE

RESPONDE
LUCAS LEMOS

COMENTAM
DEMAIS INTEGRANTES DA EQUIPE

FONTES (livro, capitulo, pagina, paragrafo, endereço (s)na WEB com titulo do artigo ou texto pesquisado, pagina, paragrafo, dia do acesso).

6 comentários:

  1. De fato, há varias críticas, até hoje, aos direitos humanos. para que serve um direito se alguém não pode usufruí-lo? Por exemplo, para que serve o direito à propriedade privada para os pobres que não têm acesso a ela? Portanto, a crítica se resume a ressaltar o caráter burguês dos direitos humanos.
    Cite e disserte sobre a filósofa alemã que era uma dessas críticas, que por sua vez, escreveu um livro sobre o assunto.

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    1. Fonte: FILOSOFIA E SOCIOLOGIA, 3a série, ensino médio;
      Aula 10, página 35, parágrafos 1, 2 e 3

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  2. Hannah Arendt, filósofa alemã, afirmou que os Direitos Humanos perderiam o sentido prático, na exata medida em que seres humanos desprovidos de vínculos políticos próprios de cidadania não contariam com governos que protegessem seus direitos. Podemos tomar como exemplo os apátridas e as minorias étnicas vivendo sob um Estado-nação de uma etnia diferente. Os Direitos do Homem, que deveriam iluminar a dignidade do indivíduo e afirmar seu valor onde quer que estivesse, não chegavam a esses grupos. Eles sofreram uma privação total de direitos porque foram excluídos da teia de relações humanas que afirma e deveria assegurar tais direitos. Justamente por estarem sozinhos, isolados, os direitos humanos não lhes atingiam. Não deteriam direitos e faltaria um governo estabelecido que os defendesse, gerando exclusão social.
    FONTE: http://www.conjur.com.br/2014-set-14/embargos-culturais-pensamento-hannah-arendt-paradoxos-direitos-humanos

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  3. Concordo com o Lucas e ressalto o exemplo de que os direitos humanos nesse caso só favoreceram algumas pessoas, sendo que ele deveria atingir principalmente as minorias, como mulheres, negros, pobres, entre outros.
    Hanna também falava sobre a ideia de os direitos humanos serem inalienáveis por estarem diretamente ligados aos seres humanos e desprovidos de crença.
    FONTE:www.dhnet.org.br

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  4. Complementando a resposta do Lucas, no livro As Origens do Totalitarismo, de Hanna Arendt, a autora propõe que o direito fundamental dos indivíduos, antes de qualquer direito enumerado nas Declarações (seja a versão francesa, sejam as versões da ONU), é o direito de ter direitos, isto é, o direito de cada ser humano pertencer a uma comunidade que lhe garanta direitos. Os direitos deveriam, portanto, ser sociais, e não individuais.

    FONTE: apostila de filosofia, página 35, parágrafo 4

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  5. Apenas complementando a resposta dos meus colegas, para Hannah Arendt, somos lançados ao mundo ao qual buscamos sempre pertencer. De fato, o processo de familiarização com o mundo nunca será completo, mesmo porque nossa passagem por ele é bastante efêmera, mas longa o suficiente para que possamos nele intervir de maneira mais duradoura do que nossa própria existência. Outra propriedade da condição humana, é que o mundo ao qual vimos já é habitado por outros, com quem passamos a compartilhá-lo. Nele procuramos o acolhimento, ao mesmo tempo em que acolhemos. No compartilhamento do mundo no presente e com as pessoas que virão depois de nós é que o tema da responsabilidade ganha relevância. Nesse sentido, na medida em que atuamos no mundo, por feitos e palavras, interferimos e transformamos o estado das coisas, seus significados, sendo que nossas ações e palavras, refletindo a condição de vulnerabilidade e finitude humanas, possuem efeitos que atropelam nossa capacidade de previsão.

    Temos nós responsabilidade por nossas ações no mundo? E por seus efeitos? Para responder essas perguntas, vale lembrar que para Arendt a responsabilidade possui sempre uma dimensão relacional, ou seja, ultrapassa a esfera da intimidade e da moralidade individual, sendo este o âmbito da culpa, não da responsabilidade. A pergunta que devemos fazer, nesse caso, não é se o indivíduo é bom, mas se suas ações são boas para o mundo em que vive.

    Fonte: http://www.hannaharendt.org.br/

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