EQUIPE - 4
PERGUNTA
PERGUNTA
VICENTE
RESPONDE
LUCAS LEMOS
COMENTAM
DEMAIS INTEGRANTES DA EQUIPE
FONTES (livro, capitulo, pagina, paragrafo, endereço (s)na WEB com titulo do artigo ou texto pesquisado, pagina, paragrafo, dia do acesso).
De fato, há varias críticas, até hoje, aos direitos humanos. para que serve um direito se alguém não pode usufruí-lo? Por exemplo, para que serve o direito à propriedade privada para os pobres que não têm acesso a ela? Portanto, a crítica se resume a ressaltar o caráter burguês dos direitos humanos.
ResponderExcluirCite e disserte sobre a filósofa alemã que era uma dessas críticas, que por sua vez, escreveu um livro sobre o assunto.
Fonte: FILOSOFIA E SOCIOLOGIA, 3a série, ensino médio;
ExcluirAula 10, página 35, parágrafos 1, 2 e 3
Hannah Arendt, filósofa alemã, afirmou que os Direitos Humanos perderiam o sentido prático, na exata medida em que seres humanos desprovidos de vínculos políticos próprios de cidadania não contariam com governos que protegessem seus direitos. Podemos tomar como exemplo os apátridas e as minorias étnicas vivendo sob um Estado-nação de uma etnia diferente. Os Direitos do Homem, que deveriam iluminar a dignidade do indivíduo e afirmar seu valor onde quer que estivesse, não chegavam a esses grupos. Eles sofreram uma privação total de direitos porque foram excluídos da teia de relações humanas que afirma e deveria assegurar tais direitos. Justamente por estarem sozinhos, isolados, os direitos humanos não lhes atingiam. Não deteriam direitos e faltaria um governo estabelecido que os defendesse, gerando exclusão social.
ResponderExcluirFONTE: http://www.conjur.com.br/2014-set-14/embargos-culturais-pensamento-hannah-arendt-paradoxos-direitos-humanos
Concordo com o Lucas e ressalto o exemplo de que os direitos humanos nesse caso só favoreceram algumas pessoas, sendo que ele deveria atingir principalmente as minorias, como mulheres, negros, pobres, entre outros.
ResponderExcluirHanna também falava sobre a ideia de os direitos humanos serem inalienáveis por estarem diretamente ligados aos seres humanos e desprovidos de crença.
FONTE:www.dhnet.org.br
Complementando a resposta do Lucas, no livro As Origens do Totalitarismo, de Hanna Arendt, a autora propõe que o direito fundamental dos indivíduos, antes de qualquer direito enumerado nas Declarações (seja a versão francesa, sejam as versões da ONU), é o direito de ter direitos, isto é, o direito de cada ser humano pertencer a uma comunidade que lhe garanta direitos. Os direitos deveriam, portanto, ser sociais, e não individuais.
ResponderExcluirFONTE: apostila de filosofia, página 35, parágrafo 4
Apenas complementando a resposta dos meus colegas, para Hannah Arendt, somos lançados ao mundo ao qual buscamos sempre pertencer. De fato, o processo de familiarização com o mundo nunca será completo, mesmo porque nossa passagem por ele é bastante efêmera, mas longa o suficiente para que possamos nele intervir de maneira mais duradoura do que nossa própria existência. Outra propriedade da condição humana, é que o mundo ao qual vimos já é habitado por outros, com quem passamos a compartilhá-lo. Nele procuramos o acolhimento, ao mesmo tempo em que acolhemos. No compartilhamento do mundo no presente e com as pessoas que virão depois de nós é que o tema da responsabilidade ganha relevância. Nesse sentido, na medida em que atuamos no mundo, por feitos e palavras, interferimos e transformamos o estado das coisas, seus significados, sendo que nossas ações e palavras, refletindo a condição de vulnerabilidade e finitude humanas, possuem efeitos que atropelam nossa capacidade de previsão.
ResponderExcluirTemos nós responsabilidade por nossas ações no mundo? E por seus efeitos? Para responder essas perguntas, vale lembrar que para Arendt a responsabilidade possui sempre uma dimensão relacional, ou seja, ultrapassa a esfera da intimidade e da moralidade individual, sendo este o âmbito da culpa, não da responsabilidade. A pergunta que devemos fazer, nesse caso, não é se o indivíduo é bom, mas se suas ações são boas para o mundo em que vive.
Fonte: http://www.hannaharendt.org.br/