EQUIPE - 6
PERGUNTA
PERGUNTA
ISADORA DE ATHAYDE
RESPONDE
CAROL HEINZ
COMENTAM
DEMAIS INTEGRANTES DA EQUIPE
FONTES (livro, capítulo, página, parágrafo, endereço (s)na WEB com título do artigo ou texto pesquisado, página, parágrafo, dia do acesso).
"Identidade de gênero é a maneira como alguém se sente e se apresenta para si e para as demais pessoas como masculino ou feminino, ou ainda pode ser uma mescla, uma mistura de ambos, independentemente do sexo biológico ou da orientação sexual. É a forma como nos reconhecemos a nós mesmo e desejamos que os outros nos reconheçam". Levando em conta o tema acima abordado na aula 12, diferencie o pensamento da filósofa francesa Simone de Beauvoir e de Judith Butler, filósofa estadunidense, acerca da construção de gênero.
ResponderExcluirFonte:
http://www.adolescencia.org.br/site-pt-br/identidade-de-genero
1º parágrafo
(acesso em 04/06/2016)
-------
Livro de Filosofia e Sociologia SAS, capítulo 12, página 40, parágrafos 3,4,5,6.
Em seu livro O Segundo Sexo, escrito em 1949, a filósofa Simone de Beauvoir afirma que “não se nasce mulher, torna-se mulher.” Essa alegação foi fundamental para teorizar e distinguir sexo e gênero – quebrando o conceito da divisão biológia homem e mulher, diretamente ligada ao sexo masculino e feminino. De acordo com Simone, “ser mulher” é uma construção social e cultural. Isso indica que, para rotular-se em um gênero, o indivíduo deve seguir as expectativas que a cultura da sociedade em que está inserido determina. Ao contrapor essa concepção, Beauvoir chega à seguinte conclusão: “Todo ser humano do sexo feminino não é, portanto, necessariamente mulher; cumpre-lhe participar dessa realidade misteriosa e ameaçada que é a feminilidade.”
ResponderExcluirNo entanto, Judith Butler sugere uma nova visão em relação aos aspectos de identidade de gênero, retirando da noção de gênero a ideia de que ele decorreria do sexo e discutindo em que medida essa distinção sexo e gênero é arbitrária. A filósofa estadunidense destaca a necessidade de corromper a ordem compulsória, desmontando a obrigatoriedade entre sexo, gênero e desejo, e aponta para o fato de que "não há nada em sua explicação de Beauvoir que garanta que o 'ser' que se torna mulher seja necessariamente fêmea."
Fontes:
https://www.jstor.org/stable/2930225?seq=1#page_scan_tab_contents
http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/genero-e-identidade-muito-alem-da-questao-homem-mulher.htm
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2005000100012
Livro de Filosofia e Sociologia SAS
Judith Butler se apoia para tecer suas concepções teóricas e deslocar as categorias de identidade, voltando-se, para tanto, criticamente face ao pensamento de Simone de Beauvoir. Analisam-se as linhas interpretativas de Beauvoir, demonstrando suas aproximações ou distanciamentos da interpretação de Butler; e sustenta-se que Simone de Beauvoir descreveu fenomenologicamente o corpo feminino, afirmando a corporeidade das mulheres não como corpo-objeto, sequer como corpo-em-si, mas como “corpo vivido” Introduz-se o pensamento filosófico de Beauvoir num domínio de representações, especialmente de linguagem, bem como se problematizam, na relação entre Butler e Beauvoir, os critérios da expressão política das mulheres na cultura histórica.
ResponderExcluirPALAVRAS-CHAVE: Simone de Beauvoir; Judith Butler; gênero; crítica; corpo.
Butler começa seu exame transcrevendo a típica formulação de Simone de Beauvoir: Uma mulher não nasce, torna-se (faz-se). A partir daí, conclui que Beauvoir distingue entre a construção do “gênero” e o “sexo dado” e, ao fazê-lo, contribui de maneira crucial para o amplo esforço feminista para derrotar a sentença freudiana: a anatomia é destino. De modo que, a juízo de Butler, em Beauvoir deve-se entender o sexo como uma constante anatomicamente distintiva que corresponde aos aspectos fáticos do
corpo. Em troca, o gênero remete à forma e ao significado cultural que adquire um dado corpo segundo os vários modos da aculturação.
Lara Ambrósio.
Fonte: https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=5&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwihtJzywY_NAhWCHh4KHdLqAMEQFgg1MAQ&url=http%3A%2F%2Fperiodicos.pucminas.br%2Findex.php%2FSapereAude%2Farticle%2Fdownload%2F4619%2F4999&usg=AFQjCNHRBlQ7epk2EbaJdllmKSE4j2LVTQ&sig2=S9NQcCGxe7y49Q3Tjg_Gtg&bvm=bv.123664746,d.dmo
De acordo com Simone de Beauvoir,"Ninguém nasce mulher, torna-se mulher". Segundo a filosofa francesa, uma série de significados culturais seriam inscritos sob o corpo, logo gênero seria esses significados culturais inscritos e o corpo o meio pelo qual esses significados são apresentados. Se seguirmos essa linha de pensamento, o sexo seria imutável, independente do gênero.
ResponderExcluirJá para a estadunidense Judith Butler, a noção de gênero precisa ser reformulada. Se alguém não nasce mulher mas se torna, presume-se que outro gênero também pode ser assumido. O homem biológico pode assumir mulher como gênero, por exemplo. Existe ainda a opção de assumir um gênero que não seja nem feminino nem masculino, isso é apenas questão de escolha. Butler questiona ainda o gênero binário, perguntando se é natural e biológico. Ela desenvolve o conceito de gênero como ''performativo''-fabricado culturalmente, estabelecido socialmente que é legitimado pela imitação dos costumes dominantes.
Quando, nos anos 1960, se começou a falar em gênero, o termo era usado para se referir ao “papel” social e cultural que se dispunha sobre o sexo, como que para explicá-lo. O sexo era ainda tomado como natural no sentido de ser um destino que acabaria por fundar o gênero. O sexo era a verdade da natureza, como muitos ainda pensam no âmbito do senso comum. A ideia de gênero veio dar conta do caráter produzido da sexualidade. Isso é posto em questão quando Beauvoir disse em seu livro O segundo sexo, que ninguém nasce mulher, mas se torna mulher.
Fontes:
https://ensaiosdegenero.wordpress.com/2011/10/11/de-onde-surgiu-genero/
http://revistacult.uol.com.br/home/2014/01/judith-butler-feminismo-como-provocacao/
https://ensaiosdegenero.wordpress.com/2012/05/01/o-conceito-de-genero-por-judith-butler-a-questao-da-performatividade/
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirSimone de Beauvoir, filosofa da Escola Existencialista, colaborou para a difusão das questões feministas e acredita que "ninguém nasce mulher, torna-se mulher", sendo assim, nenhum aspecto predefine a condição feminina. O "feminino" é considerado uma imposição da cultura que restringe por meio de normas e condutas prévias as pessoas identificadas com esse gênero. Já Judith Butler, em seu livro "Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade”, defende que o gênero é uma produção social e é um ato intencional construído ao longo dos anos. Segundo ela, gênero não deve ser visto como um atributo fixo de uma pessoa, mas como uma variável fluída, apresentando diferentes configurações. Butler acredita que é preciso tratar os papéis homem-mulher ou feminino-masculino como constantemente mutáveis, fora do padrão voltado para a reprodução.
ResponderExcluirFontes:
Livro SAS - Filosofia e Sociologia. Aula 12, página 40, parágrafo 4.
Cidade Verde. Simone de Beauvoir e Judith Butler: filósofas go gênero. 2016.
Data de acesso: 05 de junho de 2016.
Disponível em:http://cidadeverde.com/diadasmaes/76709/simone-de-beauvoir-e-judith-butler-filosofas-do-genero
Simone de Beauvoir, escritora de maior importância para os fundamentos da teoria feminista, afirma que "Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino. Somente a mediação de outrem pode constituir um indivíduo como um Outro.”(p.9)
ResponderExcluirNo livro “Problemas de gênero: Feminismo e subversão da identidade”, Judith Butler questiona a afirmação de Simone de Beauvoir, apontando que "não há nada em sua explicação [de Beauvoir] que garanta que o 'ser' que se torna mulher seja necessariamente fêmea" (p. 27).
Butler problematizou a premissa de que o sexo é natural e o gênero é fruto de uma construção social. Propôs uma desconstrução da dualidade sexo-gênero, criticando o modelo binário e repensando teoricamente a identidade definida das mulheres como sujeito cujo movimento feminista visa à emancipação. A autora quis retirar da noção de gênero a ideia de que este seria proveniente do sexo, sugerindo que o sexo, assim como o gênero, também é cultural e questionável.
Segundo Butler, aceitar o sexo como um dado natural e o gênero como um dado construído seria aceitar também que o gênero expressaria uma essência do sujeito. Defende que haveria nessa relação uma "unidade metafísica" e chamou essa relação de paradigma expressivo autêntico. Assim, propunha libertar o gênero daquilo que chama, referindo-se a Nietzsche, de metafísica da substância. O gênero seria um fenômento inconstante e contextual, que não denotaria um ser substantivo, "mas um ponto relativo de convergência entre conjuntos específicos de relações, cultural e historicamente convergentes" (p. 29).
Fontes:
BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo: a experiência vivida. São Paulo: Difusão Européia do
Livro, 1960.
BUTLER, Judith, Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
RODRIGUES, Carla. Butler e a desconstrução do gênero. Rev. Estud. Fem. [online]. 2005, vol.13, n.1, pp.179-183. ISSN 1805-9584. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2005000100012.