Considerado um dos fundadores do positivismo, Auguste Comte defendia que a chave pro progresso da humanidade depende dos avanços científicos. Sendo assim, as teorias apenas teriam validade se fossem comprovadas cientificamente. Caso isso não acontecesse, deveriam ser descartadas automaticamente. Para constatar sua teoria, criou a lei dos três estados em que todo homem passaria ao decorrer de sua vida. Explique esses três estados e como eles se ligam ao Historicismo de Friedrich Hegel.
O espírito humano, em seu esforço para explicar o universo, passa sucessivamente por três estados:
a) O estado teológico ou "fictício" explica os fatos por meio de vontades análogas à nossa (a tempestade, por exemplo, será explicada por um capricho do deus dos ventos, Eolo). Este estado evolui do fetichismo ao politeísmo e ao monoteísmo.
b) O estado metafísico substitui os deuses por princípios abstratos como "o horror ao vazio", por longo tempo atribuído à natureza. A tempestade, por exemplo, será explicada pela "virtude dinâmica"do ar (²). Este estado é no fundo tão antropomórfico quanto o primeiro ( a natureza tem "horror" do vazio exatamente como a senhora Baronesa tem horror de chá). O homem projeta espontaneamente sua própria psicologia sobre a natureza. A explicação dita teológica ou metafísica é uma explicação ingenuamente psicológica. A explicação metafísica tem para Comte uma importância sobretudo histórica como crítica e negação da explicação teológica precedente. Desse modo, os revolucionários de 1789 são "metafísicos" quando evocam os "direitos" do homem - reivindicação crítica contra os deveres teológicos anteriores, mas sem conteúdo real.
c) O estado positivo é aquele em que o espírito renuncia a procurar os fins últimos e a responder aos últimos "por quês". A noção de causa (transposição abusiva de nossa expeirência interior do querer para a natureza) é por ele substituída pela noção de lei. Contentar-nos-emos em descrever como os fatos se passam, em descobrir as leis (exprimíveis em linguagem matemática) segundo as quais os fenômenos se encadeiam uns nos outros. Tal concepção do saber desemboca diretamente na técnica: o conhecimento das leis positivas da natureza nos permite, com efeito, quando um fenômeno é dado, prever o fenômeno que se seguirá e, eventualmente agindo sobre o primeiro, transformar o segundo. ("Ciência donde previsão, previsão donde ação").
A filosofia da história, tal como a concebe Comte, é de certa forma tão idealista quanto a de Hegel. Para Comte "as idéias conduzem e transformam o mundo" e é a evolução da inteligência humana que comanda o desenrolar da história. Como Hegel ainda, Comte pensa que nós não podemos conhecer o espírito humano senão através de obras sucessivas - obras de civilização e história dos conhecimentos e das ciências - que a inteligência alternadamente produziu no curso da história. O espírito não poderia conhecer-se interiormente (Comte rejeita a introspecção, porque o sujeito do conhecimento confunde-se com o objeto estudado e porque pode descobrir-se apenas através das obras da cultura e particularmente através da história das ciências. A vida espiritual autêntica não é uma vida interior, é a atividade científica que se desenvolve através do tempo.
Auguste Comte considerou o Positivismo como a fase final da evolução da maneira como as ideias humanas são percebidas ao longo da história – como foi citado acima pela Lara, na lei dos três estados. Esse movimento tem por base teórica os fundamentos científicos e a observação empírica, ou seja, toda análise metafísica e teológica deveria ser tratada como superstição. Hegel, diferentemente de Comte, analisava a história a partir do historicismo – uma ênfase sobre a persistência do passado, de sua diferença, uma afirmação da historicidade do mundo, do homem e dos saberes. Seu posicionamento defendia que não existem fundamentos claros que determinem a teoria de análise mais adequada de um determinado fato. As leis da ciência, da filosofia e outras disciplinas estariam atribuídas totalmente ao historicismo. Assim sendo, o filósofo alemão não descarta os pensamentos e reflexões falsas que possam existir, assim como em todos os demais ramos, mas que uma boa filosofia conduziria a um conhecimento racional dos cursos da história.
Referências: Aula 17 da Apostila SAS de Filosofia (pág. 61) http://www.coladaweb.com/filosofia/teoria-de-augusto-comte http://www.estudopratico.com.br/positivismo-conceito-e-resumo-de-suas-caracteristicas/ http://www.academia.edu/7354779/SOBRE_A_FILOSOFIA_DE_HEGEL_DA_HIST%C3%93RIA http://juliobentivoglio.blogspot.com.br/2012/12/o-que-e-o-historicismo.html https://pt.wikipedia.org/wiki/Historicismo
Auguste Comte, fundador do positivismo, acredita que o progresso da humanidade depende dos avanços científicos. Com isso, para fundamentar o progresso da humanidade o positivismo criou a lei dos três estados: Estado 1(Teológico): O homem explica a realidade usando entidades sobrenaturais, a imaginação toma o lugar da razão. Estado 2(Metafísico): As explicações sobrenaturais ganham um aspecto mais racional, pois são substituídas por entidades abstratas e personificadas. Estado 3(Positivo): O homem deixa de explicar as coisas de forma sobrenatural e passa a racionalizar a realidade, buscando as leis naturais e científicas. Fato que pode ser comparado com três períodos históricos: O estado teológico pode ser comparado ao período pré-renascentista, no qual a igreja detinha um grande controle social. O estado metafísico pode ser comparado ao período das Grandes Navegações, no qual há o misticismo europeu em relação aos mares. Já o estado positivo pode ser comparado desde o Iluminismo até os dias atuais, onde a ciência é a responsável pela explicação dos fenômenos. Comparando a Historicismo de Friedrich Hengel à lei lei dos três estados, é possível perceber que são correntes opostas. Para o Hengel, o homem não é algo imutável e fixo, pois é constituído historicamente e para Comte, o homem passaria pelos três estados ao longo da vida, sendo algo determinado. Além disso, o historicismo tem contato direto com o objeto de estudo e não se afasta do mesmo, sendo características ausentes no positivismo.
Referências: Apostila SAS, Filosofia e Sociologia. Capítulo 17, História e Filosofia(página 61).
As Ciências Sociais: Comte e a Lei dos Três Estados. Data de acesso: 11/09/2016 Disponível em: http://fragasociologo.blogspot.com.br/2011/03/comte-e-lei-dos-tres-estados.html
História em movimento: Teoria da História - Positivismo e Historicismo. Data de Acesso: 11/09/2016 Disponível em: http://diegoricoy.blogspot.com.br/2009/03/definicoes-de-tempo-cronologico-e-tempo_27.html
Os comentários de minhas colegas foram muito completos e pertinentes ao assunto. Gostaria de acrescentar o fato de o movimento no sentido de uma unificação que se opera no interior de cada estado consistir numa característica relevante a ser salientada no que diz respeito à lei dos três estados, a fim de facilitar a compreensão de seu vínculo com a classificação das ciências segundo Comte. Desta forma, o estado teológico tende para a idéia de um ser sobrenatural único, acarretando na fase monoteísta. No estado metafísico, o elemento unificador é a ideia de natureza. Por fim, no estado positivo, o método positivo terá essa função. De acordo com Habermas, “A teoria da ciência de Comte remete a regras metodológicas que, supostamente, têm todas elas cobertura (científica) por intermédio do designativo 'positivo'; o 'espírito positivo' enleia-se em condutas metodológicas que asseguram a comtificidade”. Portanto, apesar de Comte ter se referido a um “método positivo geral”, as ciências desenvolvem diferentes processos característicos, ou seja, a unidade do método se enriquece a medida em que se aplica a diversas ciências. Todas as ciências fundamentais passam pelos três estados e, quanto mais simples e abstrata é uma ciência, mais rapidamente ela entra no estado positivo e se constitui em base teórica doutra ciência subseqüente em função da dependência prévia dos fenômenos respectivos.
Fontes: HABERMAS, Jürgen. Conhecimento, loc. cit., p. 94-95. COMTE, Auguste. Cours de philosophie positive, Paris, J. B. Balliere et Fils (1869) SIMON, Maria Célia. "O positivismo de Comte." Curso de filosofia. Rio de Janeiro: Zahar/Seaf (1986).
O positivismo era visto por Comte como uma evolução inevitável da natureza humana. Segundo sua visão, todas as sociedades passariam, necessariamente, por três estados consecutivos, sendo estes os estados teológico, metafísico e positivo. Basicamente, cada estado se resume a um período da vida do homem. No estado Teológico, os fenômenos sociais e da natureza seriam explicados enquanto resultados das ações divinas. Já no segundo estado, chamado de estado Metafísico, a busca por explicações recorreria a uma reflexão sobre a essência e o significado abstrato das coisas. No terceiro estado, que recebe o nome de Positivo, as explicações sobre o mundo natural e social seriam fabricadas através da observação dos fenômenos, da elaboração de hipóteses e da formulação de leis universais. Em outras palavras, este último aplica-se basicamente utilizando as regras do método científico. Isso nos leva a constatar que, na visão de Comte e dos demais positivistas, a História segue uma evolução do tipo linear, constituída de estágios. Assim, há toda uma caminhada desde a capacidade de imaginação como busca de respostas, até o uso da razão e da ciência para encontrar tais resoluções. O modo como toda essa teoria se relaciona com o historicismo de Hegel se dá pelo fato de Hegel afirmar que a história é a realidade é que a razão, a verdade e os seres humanos são necessariamente e essencialmente históricos. Com base em tal ideia, a história passou a ser entendida pelo progresso, tema que Comte defendia. Este atribuía o progresso ao desenvolvimento das ciências, que permitiriam aos seres humanos “saber para prever, prever para prover”. Sendo assim, é possível inferir que o conhecimento, e o desenvolvimento social estariam diretamente relacionados ao aumento do conhecimento científico da sociedade.
Fontes:
Apostila de Filosofia e Sociologia SAS - FILOSOFIA, Aula 17, página 61;
http://www.infoescola.com/biografias/auguste-comte/ (acesso em 11/09/2016);
http://wagner1993.blogspot.com.br/2011/05/o-conceito-de-historia-do-seculo-xix-ao.html?m=1 (acesso em 11/09/2016);
Considerado um dos fundadores do positivismo, Auguste Comte defendia que a chave pro progresso da humanidade depende dos avanços científicos. Sendo assim, as teorias apenas teriam validade se fossem comprovadas cientificamente. Caso isso não acontecesse, deveriam ser descartadas automaticamente. Para constatar sua teoria, criou a lei dos três estados em que todo homem passaria ao decorrer de sua vida. Explique esses três estados e como eles se ligam ao Historicismo de Friedrich Hegel.
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ResponderExcluirLara Ambrósio:
ExcluirO espírito humano, em seu esforço para explicar o universo, passa sucessivamente por três estados:
a) O estado teológico ou "fictício" explica os fatos por meio de vontades análogas à nossa (a tempestade, por exemplo, será explicada por um capricho do deus dos ventos, Eolo). Este estado evolui do fetichismo ao politeísmo e ao monoteísmo.
b) O estado metafísico substitui os deuses por princípios abstratos como "o horror ao vazio", por longo tempo atribuído à natureza. A tempestade, por exemplo, será explicada pela "virtude dinâmica"do ar (²). Este estado é no fundo tão antropomórfico quanto o primeiro ( a natureza tem "horror" do vazio exatamente como a senhora Baronesa tem horror de chá). O homem projeta espontaneamente sua própria psicologia sobre a natureza. A explicação dita teológica ou metafísica é uma explicação ingenuamente psicológica. A explicação metafísica tem para Comte uma importância sobretudo histórica como crítica e negação da explicação teológica precedente. Desse modo, os revolucionários de 1789 são "metafísicos" quando evocam os "direitos" do homem - reivindicação crítica contra os deveres teológicos anteriores, mas sem conteúdo real.
c) O estado positivo é aquele em que o espírito renuncia a procurar os fins últimos e a responder aos últimos "por quês". A noção de causa (transposição abusiva de nossa expeirência interior do querer para a natureza) é por ele substituída pela noção de lei. Contentar-nos-emos em descrever como os fatos se passam, em descobrir as leis (exprimíveis em linguagem matemática) segundo as quais os fenômenos se encadeiam uns nos outros. Tal concepção do saber desemboca diretamente na técnica: o conhecimento das leis positivas da natureza nos permite, com efeito, quando um fenômeno é dado, prever o fenômeno que se seguirá e, eventualmente agindo sobre o primeiro, transformar o segundo. ("Ciência donde previsão, previsão donde ação").
A filosofia da história, tal como a concebe Comte, é de certa forma tão idealista quanto a de Hegel. Para Comte "as idéias conduzem e transformam o mundo" e é a evolução da inteligência humana que comanda o desenrolar da história. Como Hegel ainda, Comte pensa que nós não podemos conhecer o espírito humano senão através de obras sucessivas - obras de civilização e história dos conhecimentos e das ciências - que a inteligência alternadamente produziu no curso da história. O espírito não poderia conhecer-se interiormente (Comte rejeita a introspecção, porque o sujeito do conhecimento confunde-se com o objeto estudado e porque pode descobrir-se apenas através das obras da cultura e particularmente através da história das ciências. A vida espiritual autêntica não é uma vida interior, é a atividade científica que se desenvolve através do tempo.
Fonte:
http://www.mundodosfilosofos.com.br/comte.htm
http://fragasociologo.blogspot.com.br/2011/03/comte-e-lei-dos-tres-estados.html
http://www.infoescola.com/biografias/auguste-comte/
Auguste Comte considerou o Positivismo como a fase final da evolução da maneira como as ideias humanas são percebidas ao longo da história – como foi citado acima pela Lara, na lei dos três estados. Esse movimento tem por base teórica os fundamentos científicos e a observação empírica, ou seja, toda análise metafísica e teológica deveria ser tratada como superstição. Hegel, diferentemente de Comte, analisava a história a partir do historicismo – uma ênfase sobre a persistência do passado, de sua diferença, uma afirmação da historicidade do mundo, do homem e dos saberes. Seu posicionamento defendia que não existem fundamentos claros que determinem a teoria de análise mais adequada de um determinado fato. As leis da ciência, da filosofia e outras disciplinas estariam atribuídas totalmente ao historicismo. Assim sendo, o filósofo alemão não descarta os pensamentos e reflexões falsas que possam existir, assim como em todos os demais ramos, mas que uma boa filosofia conduziria a um conhecimento racional dos cursos da história.
ResponderExcluirReferências:
Aula 17 da Apostila SAS de Filosofia (pág. 61)
http://www.coladaweb.com/filosofia/teoria-de-augusto-comte
http://www.estudopratico.com.br/positivismo-conceito-e-resumo-de-suas-caracteristicas/
http://www.academia.edu/7354779/SOBRE_A_FILOSOFIA_DE_HEGEL_DA_HIST%C3%93RIA
http://juliobentivoglio.blogspot.com.br/2012/12/o-que-e-o-historicismo.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Historicismo
Auguste Comte, fundador do positivismo, acredita que o progresso da humanidade depende dos avanços científicos. Com isso, para fundamentar o progresso da humanidade o positivismo criou a lei dos três estados:
ResponderExcluirEstado 1(Teológico): O homem explica a realidade usando entidades sobrenaturais, a imaginação toma o lugar da razão.
Estado 2(Metafísico): As explicações sobrenaturais ganham um aspecto mais racional, pois são substituídas por entidades abstratas e personificadas.
Estado 3(Positivo): O homem deixa de explicar as coisas de forma sobrenatural e passa a racionalizar a realidade, buscando as leis naturais e científicas.
Fato que pode ser comparado com três períodos históricos: O estado teológico pode ser comparado ao período pré-renascentista, no qual a igreja detinha um grande controle social. O estado metafísico pode ser comparado ao período das Grandes Navegações, no qual há o misticismo europeu em relação aos mares. Já o estado positivo pode ser comparado desde o Iluminismo até os dias atuais, onde a ciência é a responsável pela explicação dos fenômenos.
Comparando a Historicismo de Friedrich Hengel à lei lei dos três estados, é possível perceber que são correntes opostas. Para o Hengel, o homem não é algo imutável e fixo, pois é constituído historicamente e para Comte, o homem passaria pelos três estados ao longo da vida, sendo algo determinado. Além disso, o historicismo tem contato direto com o objeto de estudo e não se afasta do mesmo, sendo características ausentes no positivismo.
Referências:
Apostila SAS, Filosofia e Sociologia. Capítulo 17, História e Filosofia(página 61).
As Ciências Sociais: Comte e a Lei dos Três Estados.
Data de acesso: 11/09/2016
Disponível em: http://fragasociologo.blogspot.com.br/2011/03/comte-e-lei-dos-tres-estados.html
História em movimento: Teoria da História - Positivismo e Historicismo.
Data de Acesso: 11/09/2016
Disponível em: http://diegoricoy.blogspot.com.br/2009/03/definicoes-de-tempo-cronologico-e-tempo_27.html
Os comentários de minhas colegas foram muito completos e pertinentes ao assunto. Gostaria de acrescentar o fato de o movimento no sentido de uma unificação que se opera no interior de cada estado consistir numa característica relevante a ser salientada no que diz respeito à lei dos três estados, a fim de facilitar a compreensão de seu vínculo com a classificação das ciências segundo Comte. Desta forma, o estado teológico tende para a idéia de um ser sobrenatural único, acarretando na fase monoteísta. No estado metafísico, o elemento unificador é a ideia de natureza. Por fim, no estado positivo, o método positivo terá essa função. De acordo com Habermas, “A teoria da ciência de Comte remete a regras metodológicas que, supostamente, têm todas elas cobertura (científica) por intermédio do designativo 'positivo'; o 'espírito positivo' enleia-se em condutas metodológicas que asseguram a comtificidade”. Portanto, apesar de Comte ter se referido a um “método positivo geral”, as ciências desenvolvem diferentes processos característicos, ou seja, a unidade do método se enriquece a medida em que se aplica a diversas ciências. Todas as ciências fundamentais passam pelos três estados e, quanto mais simples e abstrata é uma ciência, mais rapidamente ela entra no estado positivo e se constitui
ResponderExcluirem base teórica doutra ciência subseqüente em função da dependência prévia dos fenômenos respectivos.
Fontes:
HABERMAS, Jürgen. Conhecimento, loc. cit., p. 94-95.
COMTE, Auguste. Cours de philosophie positive, Paris, J. B. Balliere et Fils (1869)
SIMON, Maria Célia. "O positivismo de Comte." Curso de filosofia. Rio de Janeiro: Zahar/Seaf (1986).
O positivismo era visto por Comte como uma evolução inevitável da natureza humana. Segundo sua visão, todas as sociedades passariam, necessariamente, por três estados consecutivos, sendo estes os estados teológico, metafísico e positivo.
ResponderExcluirBasicamente, cada estado se resume a um período da vida do homem. No estado Teológico, os fenômenos sociais e da natureza seriam explicados enquanto resultados das ações divinas.
Já no segundo estado, chamado de estado Metafísico, a busca por explicações recorreria a uma reflexão sobre a essência e o significado abstrato das coisas.
No terceiro estado, que recebe o nome de Positivo, as explicações sobre o mundo natural e social seriam fabricadas através da observação dos fenômenos, da elaboração de hipóteses e da formulação de leis universais. Em outras palavras, este último aplica-se basicamente utilizando as regras do método científico.
Isso nos leva a constatar que, na visão de Comte e dos demais positivistas, a História segue uma evolução do tipo linear, constituída de estágios. Assim, há toda uma caminhada desde a capacidade de imaginação como busca de respostas, até o uso da razão e da ciência para encontrar tais resoluções.
O modo como toda essa teoria se relaciona com o historicismo de Hegel se dá pelo fato de Hegel afirmar que a história é a realidade é que a razão, a verdade e os seres humanos são necessariamente e essencialmente históricos. Com base em tal ideia, a história passou a ser entendida pelo progresso, tema que Comte defendia. Este atribuía o progresso ao desenvolvimento das ciências, que permitiriam aos seres humanos “saber para prever, prever para prover”.
Sendo assim, é possível inferir que o conhecimento, e o desenvolvimento social estariam diretamente relacionados ao aumento do conhecimento científico da sociedade.
Fontes:
Apostila de Filosofia e Sociologia SAS
- FILOSOFIA, Aula 17, página 61;
http://www.infoescola.com/biografias/auguste-comte/ (acesso em 11/09/2016);
http://wagner1993.blogspot.com.br/2011/05/o-conceito-de-historia-do-seculo-xix-ao.html?m=1 (acesso em 11/09/2016);