domingo, 18 de setembro de 2016

AVAL. P1 FILOS. 3TRIM. 2016

EQUIPE - 10

PERGUNTA
VITÓRIA MELLO

RESPONDE
VITÓRIA F. CAMPOS

COMENTAM
DEMAIS INTEGRANTES DA EQUIPE

FONTES (livro, capítulo, página, parágrafo, endereço (s)na WEB com título do artigo ou texto pesquisado, página, parágrafo, dia do acesso).

8 comentários:

  1. Na tradição judaico-cristã a linguagem é constituída de uma força criadora, entretanto na história da filosofia da linguagem, durante muito tempo, considerou-se que as afirmações da linguagem tinham como função descrever o que acontece na realidade, e essa descrição é submetida ao juízo verdadeiro ou falso. O filósofo John Austin questionou então o papel passivo da linguagem, duvidando que as afirmações servissem apenas para descrever o estado das coisas, já que frases como " ordeno que você saia da sala agora" não se encaixavam na linguagem descritiva, não fazendo sentido classificá-la como verdadeira ou falsa. Então Austin elaborou a teoria dos Atos de Fala. Cite qual o objetivo do filósofo ao criar essa teoria, e um fato sobre ela.

    Fonte:
    Apostila de filosofia página 68

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  3. A teoria dos atos de fala foi elaborada inicialmente por John Austin (1911-1960) e desenvolvida posteriormente por John Searle. Estes e outros filósofos entendiam a linguagem como uma forma de ação ("todo dizer é um fazer"). Passaram, então, a refletir sobre os diversos tipos de ações humanas que se realizam através da linguagem: os "atos de fala".

    Inicialmente, Austin (1962) distinguiu dois tipos de enunciados: os constativos e os performa1ivos.

    Enunciados constativos: são aqueles que descrevem ou relatam um estado de coisas, e que, por isso, se submetem ao critério de verificabilidade, isto é, podem ser rotulados de verdadeiros ou falsos.
    Enunciados performativos: são enunciados que não descrevem, não relatam, nem constatam absolutamente nada, e, portanto, não se submetem ao critério de verificabilidade (não são falsos nem verdadeiros). Mais precisamente, são enunciados que, quando dito na primeira pessoa do singular do presente do indicativo, na forma afirmativa e na voz ativa, realizam uma ação (no entanto, chama-se performativo).


    Fonte:
    http://www.filologia.org.br/viiifelin/41.htm
    Apostila de Filosofia/Sociologia Pag. 68

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  4. A Teoria dos Atos de Fala tem por base doze conferências proferidas por Austin na Universidade de Harvard, EUA, em 1955, e publicadas postumamente, em 1962, no livro How to do Things with words. O título da obra resume claramente a ideia principal defendida por Austin: dizer é transmitir informações, mas é também uma forma de agir sobre o interlocutor e sobre o mundo circundante.
    John Austin, por ter questionado o papel passivo da linguagem, dividiu os Atos da fala, também chamados de Atos performativos, em três grupos: Atos Locucionários, Ilocucionários e Perlocucionários, no qual irei aprofundar minha pesquisa.
    Atos Perlocucionários tratam das consequências, dos resultados ou dos efeitos alcançados pelo ato. Exemplificando, esse ato se torna real em propagandas, discursos políticos, anúncios publicitários ou até mesmo quando as pessoas inventam mentiras para o convencimento das outras.

    Fonte: Apostila de Filosofia, página 68;
    educaçãoUol.com

    Beatriz Peres Martins

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  6. Outo ato Austin seria atos ilocucionários que estão relacionados ao ato realizado ao proferir o enunciado, está ligado à força ilocucionária contida no enunciado (referente à G. Frege). Os atos ilocucionários são expressos por enunciados afirmativos: “Seu carro está pegando fogo”; interrogativos: “Onde é a sua casa?”; e exclamativos: “Como é frio nesse lugar!”. Os atos ilocucionários representam a força (a intensidade do pedido e da resposta) com que proferimos o enunciado.
    Outro Exemplo:"o senhor está pisando no meu pé" não tive a simples intenção de constatar uma situação, mas a de protestar ou advertir para que a outra pessoa parasse de pisar no meu pé.
    http://educacao.uol.com.br/disciplinas/filosofia/filosofia-da-linguagem-6-austin-e-searle-e-os-atos-de-fala.htm
    https://www.google.com.br/amp/s/julianogustavoozga.wordpress.com/2011/10/25/sobre-a-teoria-dos-atos-de-fala-de-austin-e-searle/amp/

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  7. Austin, ainda classificou em cinco grupos os tipos de expressões, de acordo com a forma ilocucionária de cada uma.
    1) Expressões Veridictivas: Que dão um veredicto sobre determinado assunto.
    2) Expressões Exercitivas: Consistem em tomar uma decisão a favor ou contra determinado comportamento. Diferencia-se do tópico anterior por não ser apenas juízo, mas decisão.
    3) Expressões Comissivas: Comprometem o falante com o cumprimento de algo. Ex.: jurar, combinar, etc.
    4) Expressões Conductivas: Trata-se de uma reação em relação ao destino ou conduta de outros. Ex.: saudar, desejar, lamentar,etc.
    5) Expressões Expositivas: Sua intenção é tornar claro como a expressão do falante deve ser considerada, para permanecer fiel ao seu pensamento. Ex.: testemunhar, corrigir, relatar, etc.

    Bibliografia: http:/educação.uol.com.br/disciplinas/filosofia/filosofia-da-linguagem-6-austin-e-searle-e-os-atos-de-fala.htm

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  8. Austin queria, com os atos de fala, mostrar que é possível existir uma estruturação dentro da linguagem. Para ele as palavras são muito mais do que apenas sentenças que poderiam ser consideradas verdadeiras ou falsas, afirmando que algumas proposições não apenas descrevem as ações como também são necessárias para que a ação em si seja executada. Baseado nesse pensamento, Austin caracterizou como ato de fala toda ação que é realizada através do dizer. O primeiro deles é o ato locucionário, o ato de dizer a frase, de passar uma informação através de uma sentença. Logo a seguir vem o ato ilocucionário, o ato executado na fala, ou seja, não tem a simples intenção de constatar uma situação, mas realiza uma ação ao ser dito. A força ilocucionária está diretamente ligada às interações sociais que se estabelecem entre os falantes. Por fim, há ainda um terceiro ato, chamado de perlocucionário, que é o de provocar um efeito em outra pessoa através de uma locução, influenciando em seus sentimentos ou pensamentos. Vale lembrar que nem todas as expressões são dotadas dessas três dimensões.

    Fontes:

    1) Páginas 5 e 6.
    http://www.puc-rio.br/Pibic/relatorio_resumo2011/Relatorios/CTCH/FIL/FIL-Renato%20Luiz%20Atanazio%20Ferreira.pdf

    2) Página inteira. http://educacao.uol.com.br/disciplinas/filosofia/filosofia-da-linguagem-6-austin-e-searle-e-os-atos-de-fala.htm

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